A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 29/10/2021
O artigo terceiro da Carta Magna brasileira, discorre acerca dos principais objetivos do Brasil, sendo, o primeiro, a construção de uma sociedade livre, justa e igualitária. No entanto, observa-se que, em um contexto pandêmico, esses principios não se aplicam devidamente, pois a questão da fome se torna um problema crescente. Dessa maneira, é preciso análisar a falta de assistência do governo para esses sujeitos necessitados e o fortalecimento de uma corrente de pouca solidariedade entre os cidadãos.
Primordialmente, nota-se que a pouca atenção do Estado na situação de fome das pessoas na pandemia é prejudicial, pois esse ente é responsável por ajudar com benefícios para quem está em situação de vulneriabilidade na alimentação, fato que nem sempre acontece. Nesse panorama, vale referenciar o filósofo grego Aristóteles, que, citou em seu livro ‘‘Ética a Nicômaco’’, sobre como uma das prioridades da política é garantir a felicidade das pessoas. Assim, compreende-se que, por mais necessário que seja, muitas vezes o governo não cria os projetos para ajudar os indivíduos que estão na miséria, rompendo esse princípio. Isso demonstra, portanto, que esse ente público é importante para ajudar no combate do problema em questão.
Ademais, é preciso salientar que a falta de empatia entre os cidadãos é uma das causas a ser resolvida, porque um planejamento para chamar a atenção das autoridades para esses sujeitos em subnutrição é preciso, mas o silenciamento dessa camada da população as vezes pode ser negativo. Seguindo esse reciocínio, o sociólogo alemão Émile Durkheim, disse que ‘‘O nosso egoísmo é, em grande parte, produto da sociedade.’’, dessa modo, entende-se que, é comum seguir a consciência coletiva na maior parte do tempo, isso mostra que se um assunto não tiver destaque na grande massa da população, nada será feito para ajudar. Sendo assim, é preciso que ocorra mais solidariedade para que as pessoas possam lutar para atenuar a quantidade de indivíduos passando fome na pandemia.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar esses impasses. Logo, cabe ao Executivo Federal, pelo Ministério da Economia, por meio de verbas governamentais, promover a continuação do auxílio de dinheiro ou recursos alimentícios para as famílias de baixa renda, mas que acompanhem a inflação do país e ajude todos os membros, como, por exemplo, estipular certa quantia desses recursos necessários para cada pessoa da família. Além disso, a sociedade deve fazer manifestações e ajudar com doações se o governo não colaborar com a situação, nesse sentido, o efeito que se espera, é uma diminuição do número de pessoas em desnutrição e fome durante a pandemia, para que, com isso, os princípios da Constituição sejam efetivados.