A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 25/10/2021

No Império Inca, havia uma tradição de divisão dos alimentos e não deixava a população passar fome. No Brasil hodierno, a realidade é outra, a fome está presente e cresce devidos aos reflexos da pandemia, seja pela falta de políticas públicas voltadas ao que necessitam de alimentos ou pelo desemprego cresente .

Vale ressaltar, a princípio, que há poucas ações do governo para garantir alimentos para população que passa fome.Conforme a Ética de Aristóteles, o Governo deve garantir a todos, por meio da justiça, o bem comum. Nesse sentido, é possível percerber o descaso do Estado com as pessoas que não têm comida no prato , haja vista que o auxílio financeiro  era no valor de 600 reais e passou a ser 150 reais, este valor não é suficiente para comprar alimentos e assegurar a segurança alimentar da população. Dessa maneira, a quantidade de pessoas com fome aumenta e o Estado não segue o proposto pelo filósofo ateniense.

Outrossim, o desemprego antes da pandemia estava alto e com ela não só aumentou , mas também impossibilitou os desempregados colocarem comida na mesa. Segundo a obra Quarto de despejo de Carolina Maria de Jesus, na qual ela relatou a dificuldade de comprar alimentos para ela e seus filhos , muita das vezes ela recorria à lata de lixo em busca de alimentos, pois não conseguiu ganhar dinheiro na venda de materiais recicláveis. Nesse sentido, observa-se que muitos brasileiros compartilham realidade análoga à escrita no livro, pelo fato de tanto ter perdido do seu emprego, quanto com a  dificuldade de conseguir novo posto de trabalho causada pela Covid-19, o que agrava a situação dos afetados por essa mazela.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para reverter a situação. Urge aos Ministérios da Economia e Cidadania, aquele deve fazer estudos para garantir fundos para  auxílios financeiros a família carente que não tem condição de comprar os alimentos, este deve fazer um levantamento das áreas que onde há pessoas que passam fome e direcione as verbas para eles e , dessa forma, garante o acesso aos alimentos e a fome fique longe do país. Ademais, o Ministério da Economia em conjunto com os Bancos devem criar linha de créditos para pessoas que desejam abrir seus negócios , para haver novos postos de trabalhos e diminua a quantidade de pessoas que não podem comprar alimentos por causa de não ter um emprego.