A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 26/10/2021
A questão da fome não é exclusiva dos tempos atuais, estudando a história da europa, como o exemplo da revolução francesa, percebe-se que a desigualdade alimentar é um problema persistente em diversas sociedades e, muitas vezes, torna-se grave a ponto de gerar uma revolução. Nos dias de hoje, é visto que esse problema também está presente em diversas sociedade pelo mundo, com até 811 milhões de pessoas enfrentando problemas relacionados a fome em 2020, segundo a ONU, e esse número sofreu grande aumento devido à pandemia do COVID-19.
Grande parte do mundo sofreu problemas relacionados a fome e desemprego, devido ao impacto que a pandemia causou na economia global. Com a parada de boa parte dos países para controlar a disseminação do vírus, muitas empresas faliram e seus funcionários ficaram desempregados, o que gerou grandes baixas de renda para diversos lugares. Isso pode ser visto quando se observa o problema da fome pelo mundo. Segundo relatório da ONU “cerca de 9,9% de todas as pessoas tenham sido afetadas no ano passado, ante 8,4% em 2019” e “metade de todas as pessoas enfrentando a fome (418 milhões) vive na Ásia; mais de um terço (282 milhões) na África; e uma proporção menor (60 milhões) na América Latina e no Caribe”, escancarando o grande débito alimentar causado.
Outro exemplo da gravidade dessas consequências ocorreu em Cuiaba, em um açougue, segundo o G1: “a distribuição de pedaços de ossos com retalhos de carne tem formado filas. O açougue, que distribui os ossos há dez anos, diz que isso acontecia antes apenas uma vez por semana e, agora, são três”, este fato exepõe a gravidade da situação enfrentada por diversos brasileiros, que em meio a pandemia, perderam seus empregos e vivem em sitação de extrema pobreza, refletindo o fato de que o Brasil voltou para o mapa da fome da ONU.
Portanto, o efeito causado pela COVID-19 é gritante quando compara-se os números pré e durante esse evento. Por isso, medidas como invertimentos em estados em desenvolvimento e emergentes devem ser tomadas pelos governos das maiores potências mundias, como Estados Unidos, França e Alemanha com auxílio da ONU, para que haja uma melhor distribuição de renda e desenvolvimento daqueles e consequentemente, um maior equilíbrio e participação de outras nações no mercado internacional. Com isso, haverá mais oportunidades de emprego e maior arrecadação por parte dos governos, que poderão melhorar a qualidade de vida da sua população e, por conseguinte, amenizar os problemas relacionado à fome pelo mundo.