A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 28/10/2021

A Peste negra, uma das primeiras pandemias à possuírem registro histórico, comprovou como doenças podem ser responsáveis por  desestruturarem a economia de países inteiros, causando fome e miséria. Tal situação, se comprovou novamente com a aparição da epidemia mundial do vírus covid-19. Nesse viés, faz-se necessário compreender a intrínseca relação que a quebra da estrutura da economia mundial devido a pandemia e a falta de projetos de apoio tem na entrada de inúmeros países no mapa da fome.

Em primeiro plano, constata-se, a princípio, que segundo a constituição, todo ser humano tem afirmado seu direito à vida, entretanto, cenas expostas nas mídias sociais como o desespero de pessoas para conseguir resto de ossos, comprovam que seus direitos não estão sendo própriamente garantidos. Tendo em vista a realidade supracitada, essa visão condiz com as ideias de Gilberto Dimenstain, uma vez que para o jornalista, a população seria formada por ‘‘cidadãos de papel’’, que possuem seus direitos garantidos somente na teoria, porém não usufruem dos mesmos na prática.

Ademais, esse infeliz cenário está fortemente atrelado à falta de planejamento financeiro por parte por parte dos Governos, destinado a situações de calamidade pública. Pois, é indubitável afirmar que é imprescindível a necessidade de programas de apoio à fome e a saúde destinados a parte carente da população. Visto que, diante disso o sociólogo Durkhein já afirmava que situações de crises eram externas e coercitivas, dessa forma, saindo do controle da população, necessitando assim, do socorro do poder público.

Portanto, é mister que providências sejam tomadas para reverter o cenário atual. Logo, é imperativo que o Estado reúna um projeto de políticas públicas para a garantia da aplicação dos direitos básicos às massas pobres da população. Paralelamente, compete à ONU (organização das nações unidas), garantir que os países sigam as políticas públicas de garantia a ‘‘Fome zero’’. Pois, assim como afirmado pela pensadora Hannah Arendt ‘‘o pior mal é aquele visto como cotidiano’’.