A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 25/10/2021
A Constituição Federal de 1988 se destaca pela defesa dos direitos fundamentais, a exemplo da garantia alimentícia com vistas a plena cidadania. Apesar disso, causa preocupação na contemporaneidade a discussão acerca da fome durante os tempos de pandemia, especialmente no que diz respeito à banalização das políticas públicas e aumento da má distribuição de renda. Ademais, reclama atenção do Estado para a superação dos entraves citados.
Em primeiro plano, percebe-se a banalização das políticas públicas como um problema para a saúde alimentar da sociedade. Devido a falta de continuidade de auxílios financeiros à parte da população, o Brasil voltou ao Mapa da Fome. Segundo a ONU, o número, que já era de 10 milhões, obteve um crescimento para 19 milhões de pessoas que convivem diariamente com a fome durante uma pandemia. Dessa forma, urge a criacão de um auxílio que combata a fome.
Outrossim, o aumento da má distribuição de renda em todo o mundo contribuiu ainda mais para o aumento da desnutrição diante de economias bilionárias. O livro “A Bagaceira”, escrito por José Américo de Almeida na qual ele diz “existe uma miséria pior que morrer de fome no deserto, é não ter o que comer na terra de Canaã” encontra ecos na atual sociedade, visto que segundo a ONU, 41% da população brasileira sofre com fome ou insegurança alimentar.
Diante disso, medidas são necessárias para conter os impasses. É de suma importância que o governo - Ministério da Cidadania -, em parceria com as prefeituras, realize projetos sociais, através de parcerias, a fim de garantir alimentação para a sociedade. Além disso, também é preciso a participação do Ministério de Desenvolvimento Social, junto ao Tesouro Nacional, para realizar a prática do equilíbrio tributário, com a finalidade de garantir uma melhor distribuição de renda.