A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 15/11/2021

A Constituição Federal  de 1988 prevê a alimentação como direito básico de todo brasileiro, no entanto essa não é uma realidade.Durante a pandemia do novo coronavírus causador da Covid, a fome, um problema que já era grave no país tem se tornado pior, alavancada pelo altos níveis de desemprego e também pela pequena assistência do poder público.Diante disso,cabe analisarmos as causas e propor medidas que amenizem esse cenário.

Em uma primeira análise, a falta de uma renda impacta diretamente na quantidade de alimentos em uma casa. Segundo dados do IBGE(Intituto Brasileiro de Geografia e Estatística), desde do ínicio da pandemia em 2020 até meados de 2021 cerca de 14 milhões de brasileiros ficaram desempregados. Tal dado corrobora a pesquisa feita pelo Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar em Contexto de Covid, na qual mais de 50% da população sofreu ameaças ao direito aos alimentos. Assim sendo, o desemprego ,que também é reflexo da pandemia no setor econômico,se diminuído de forma eficiente reduzirá essa triste porcentagem de pessoas que passam por dificuldade em conseguir um alimento.

Em uma segunda análise, uma péssima gestão da crise sanitária feita pelo Estado contribuiu para o agravamento da problemática da fome. Um primeiro ponto seria a proposta inicial para o auxílio a população de 200 reais que o congresso conseguiu aumentar para 600 reais, tal valor foi pago até o final de 2020, já no ano de 2021 o número de beneficiários diminuiu e o valor pago foi reduzido para 150 reais. Por fim, é lamentável que em tempos como esse o Estado deixe a população desamparada, e o minímo que é pago, diante da alta da inflação, é insuficiente para comprar o básico da alimentação.

Em suma, é necessário que o Ministério da Economia e o Ministério da Cidadania trabalhem para melhorar essa situação. É importante que o Ministério da Economia ajude as médias e pequenas empresas a se recuperarem da crise causada pela pandemia, por meio de incentivos fiscais, injeção financeira e também cursos que ensinem novas formas de crescer e lucrar nas mais diversas áreas.Como consêquencia,a geração de empregos vai aumentar e as pessoas conseguiram colocar  alimento saudáveis e suficientes na mesa de suas famílias. Em seguida, o Ministério da Cidadania  por meio das secretarias de assistência social dos municípios,deve mapear e acompanhar mais de perto as famílias que se encontram em vulnerabilidade social, destinando a elas cestas básicas e também as vagas de emprego que serão ofertadas pelas empresas amparadas pelo governo. Assim sendo, o país conseguirá retirar dessa triste situação as muitas pessoas que sofrem com a falta de alimentos em quantidade e qualidade.