A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 29/10/2021

Com quase vinte milhões de brasileiros acordando todos os dias sem saber se conseguiram alguma refeição, a pandemia do covid-19, além dos problemas sanitários, apresenta outra adversidade igualmente desafiadora: a fome. No entanto, a negligência estatal contribui para contrário ao promover o crescimento dos preços dos alimentos e acentuar as desigualdades sociais vigentes.

Em primeira análise, deve-se compreender que o preço dos alimentos deriva-se de uma série de variáveis interdependentes, como a adoção de políticas econômicas ineficientes, responsáveis pelo cenário inflacionário atual e a desvalorização do real no mercado internacional. Nesse contexto, o descaso do governo federal permitiu a perda significativa do poder de compra da população brasileira, limitando consideravelmente o acesso aos alimentos, principalmente da população mais pobre. Assim, o arroz e o feijão, por exemplo, ficaram mais de 50% mais caros.

Além disso, observa-se que o Estado brasileiro não vem cumprindo um de seus deveres mais fundamentais, o de proteger a sociedade, não apenas de ameaças físicas, mas de ameaças contra os direitos individuais, como o próprio direito à alimentação, previsto pela Constituição Federal e assegurado pela Declaração Universal do Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas.

Dessa forma, visando solucionar a questão da fome, o governo federal, poder executivo no âmbito da União, deve promover campanhas de doações de alimentos em massa, por meio das redes sociais, comerciais de televisão e pela própria destinação de verbas para projetos sociais.