A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 29/10/2021

A fome é uma questão social existente desde os primórdios da humanidade. No entanto, a pandemia, desde seu início e, principalmente, agravamento, a tem feito absurdamente assolar grande parcela da população mundial. No caso do Brasil, certamente a má gestão da pandemia, sobretudo por parte do chefe do Poder Executivo, foi determinante para essa circuntância. Todavia, quiçá quase que a pé de igualdade foi a atitude dos cidadãos no enfrentamente à covid-19 e à fome.

Nitidamente, a demora do governo federal a comprar imunizantes contra o coronavirus fez com que a economia do país “patinasse”, contruindo para um enorme atraso em relação à retomada dela dos países mais desenvolvidos. O que ocorreu foi que a Pfizer, empresa estadunidense, teve, segundo o senador e vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues, 53 e-mails ignorados pela pasta, os quais, se levados à frente, teriam evitado toques de restrição e de recolher e lockdowns e, com isso, o impedimento do trabalho de milhões de brasileiros.

Além disso, a própria população poderia ter evitado as, hoje, mais de 605 mil mortes no Brasil. Isso, porque, muito provavelmente, estas coisas não ocorreriam se todos utilizassem máscaras faciais de proteção, guardassem o distanciamento social, higienizassem as mãos, entre outras coisas. Ademais, no que toca diretamente a fome, segundo a ONU, 33% dos alimentos são perdidos ou desperdiçados, pelo que conclui-se que, sim, com responsabilidade e amor ao próxima é possível sair dessa situação.

Portanto, fica claro que os governos estaduais e municipais, por terem mais condições que o governo federal, pela proximidade, de identificar e gerir os problemas sociais, devem intervir no combate à fome, mediante o incentivo de programas de aproveitamento de sobras de alimento, a fim de que nada seja desperdiçado. Além do mais, cada pessoa deve conscientizar-se e ajudar seus concidadãos doando alimentos, ajudando na procura de empregos e em coisas semelhantes, para que os beneficiados tenham melhores melhores condições de suprir uma das necessidades mais básicas do ser humano, a alimentação.