A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 28/10/2021
Em tempos de grandes crises, a fome é um dos grandes problemas enfrentados pela sociedade, há exemplo como a peste bubônica, vivenciada no século XIV. Similarmente, no Brasil, com a pandemia provocada pelo Covid-19, a fome aliada a problemas socias como a redução na produção alimentar e a desigualdade, torna-se um grande desafio para o corpo social. Sendo assim, é fundamental que se debate soluções para os desafios da subnutrição.
Diante dessa perspectiva, urge salientar o alto custo para obter alimentos saúdaveis que impede a adesão das classes mais marginalizadas. Segundo Adam Smith, filósofo e economista britânico, quando a demanda por alimentos está alta, mas há escassez do produto, o preço das mercadorias tendem a aumentar. Dessa forma, no cénario da pandemia no Brasil, as classes mais pobres se encaminham ainda mais para a pobreza e, os grupos sociais mais ricos se tornam mais ricos. Logo, mudar essa estrutura no mercado ajudaria na distribuição de alimentos.
Ademais, a subnutrição é intensificada pela desequilíbrio social. Segundo Rousseau, famoso filósofo iluminista, dentre os diversos deveres do Estado, está o de trabalhar para solucionar as desigualdades sociais. Sob essa perpectiva, quando o Governo brasileiro negligencia tal príncipio do poder público, há um aumento gradativo da desigualdade, isso permite que o acesso a alimentação básica seja dificultado e, cada vez mais, as pessoas pobres pereçam diante da fome. Desse modo, o Brasil está promovendo cénarios para a fome infligir danos ao corpo social.
Portanto, é indubitável, que o Governo Federal deve tomar ações para democratizar o acesso à alimentação. Para isso, o Ministério da Economia deve, por meio da diminuição tributária e incentivos fiscais na agricultura familiar, promover preços mais acessíveis dos alimentos para todos. Logo, todos teriam acesso a uma boa alimentação e o Brasil enfrentará a fome e a disparidade social de forma mais eficiente.