A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 14/11/2021
A Constituição Federal, garante uma série de direitos, e em seu artigo 5º, afirma igualdade a todos. No entanto, a falta de discussão que envolve a questão da fome em tempos de pandemia, dificulta o exercício íntegro desse princípio. Esse panorama deletério deve-se não é apenas a questão social, como também a precaridade do poder público.
Vale destacar, de início, a formação de uma sociedade individualista como causa do problema. Nesse viés, segundo o filósofo canadense Ervin Goffman, em sua teoria do estigma social, aqueles que não se enquadram nos padrões prestigiados, acaba sendo esteriotipados e, consequentemente, excluídos da sociedade. Esse pensamento pode ser relacionado a indiferença a parcela da população que está em situação de extrema pobreza, o que, por conta da apatia e decaso social provoca a exclusão desses indivíduos. Tal conjuntura reflete-se na desigualdade, o que causa a dificuldade no acesso aos alimentos, bem como uma cena que repercutiu de pessoas fazendo fila para receber doações de ossos em um açougue de Cuiabá, essa situação reflete-se na condição atual de miséria instalada no mundo. Assim, o contexto problemático que envolve a questão da fome na pandemia continua sem solução.
Ademais, é válido pontuar, uma ineficácia de políticas assistencialistas. Isso ocorre porque a falta de amparo do Estado em garantir a alimentação que atenda as necessidades das pessoas carentes, dificulta a superação do imbróglio. Rompe-se, desse modo, a prosposta de contrato social defendida por Jhon Locke, uma vez que o Estado não cumpre o seu papel de regulador da sociedade. Dessa forma a problemática continua sem solução.
Fica, evidente, a necessidade da superação da fome nos tempos de pandemia. Para isso, o Estado deve criar um plano nacional de assistência social. Isso pode ser feito pelo meio da reorganização orçamentária - uma vez que, dessa forma, será possível a proposta de projeto de projeto de projeto de cunho social como auxílio alimentação, além da geração de empregos- afim de promover uma renda que supra as necessidades básicas e uma vida digna a esse grupo social. Dessarte, a justiça social defendida por Victor Hugo pode efetivar-se no Brasil.