A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 28/10/2021
A fome no Brasil e suas consequências representam um grande desafio para nossa sociedade. Contudo, a pandemia serviu como um agente intensificador dessa escassez alimentar. Isso se deu, tristemente, pela exacerbada taxa de desemprego e a dificuldade de acesso aos alimentos. Esse contratempo na chegada dos alimentos ocasionou o encarecimento desses itens. Nesse viés, é notório que os efeitos da fome geram a necessidade de uma melhor preparação por parte do Estado.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para diminuir os efeitos da fome diante da pandemia. Nesse sentido, milhões de famílias enfrentam diariamente o desafio de levar comida à mesa de suas casas. Segundo a pesquisadora Maria Andréia Lameiras, a taxa de desemprego permanece constantemente alta, pois a demanda de pessoas que querem voltar ao trabalho é muito grande, o que não ocorria na mesma proporção antes da Covid-19.
Ademais, é fundamental apontar que o isolamento social serviu como um obstáculo para o acesso da população aos alimentos, pois o medo de contaminação, além do aumento dos preços piora a situação de fome mundialmente. Diante de tal exposto, uma pesquisa realizada pela Unicef aponta que de 660 milhões de pessoas que sofrem desse mal, 30 milhões podem estar ligados às consequências do novo Coronavírus.
Fica clara, portanto, a importância do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome fornecer alimentos essenciais àqueles que se encontram em situações desfavoráveis, através de subsídios realizados pelo Estado. Paralelamente, é imperativo que haja um maior monitoramento por parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para que os cidadãos consigam chegar até os alimentos sem a presença de preços abusivos. Assim, se consolidará uma melhor qualidade de vida à toda sociedade brasileira.