A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 28/10/2021

O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI - retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente sequencial e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante à fome em tempos de pandemia problema a ser combatido no Brasil. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes: A ineficiência governamental em prover direitos básicos a vida, como támbem, do constante aumento das taxas de juros do território nacional. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.

Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que a carência de investimentos em auxilios basiliares alimentícios deriva da ineficácia do Poder Público no que concerne à criação de mecanismos os quais coíbam tais recorrências. Sob a perspectiva do filósofo contratualista John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social no cenário hodiero brasileiro, visto que, devido à baixa de atuação das autoridades, no ano de 2020 mais de 19 milhões de pessoas passaram fome no país segundo pesquisas da Rede Brasileira. Destarte, fica evidente a ineficiência da máquina administrativa na resolução dessa situação caótica.

Além disso, é notório o constante aumento das taxas de juros no Brasil. De acordo com o médico Hipócrates o ser saudável, é aquele que apresenta uma harmonia perfeita em seu estado físico e mental. Tal conceito abordado é materializado no Brasil hoje, haja vista que o grande crescimento do índice de juros acarreta um exponencial aumento no setor alimentício, restringindo o acesso de uma parcela generosa da populção a uma alimentação de qualidade, golpeando o direito à saúde e bem-estar social. Logo, tudo isso retarda o combate à fome em tempos pandêmicos ja que o aumento das taxas de juros contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Interfere-se Portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da diminuição da carência esculenta na pandemia. Assim, cabe ao Congresso Nacional, mediante o aumento do percentual de investimento, o qual será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ampliar os auxílio financeiros para pessoas de baixa renda e a diminuição da taxa de juros , com o objetivo de que os indivíduos possam se suprir de uma alimentação de qualidade . Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.