A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 29/10/2021
Desde o início da colonização brasileira, no século XVI, percebe-se uma problemática em questão à alimentação em relação aos menos favorecidos - nesse período: o povo escravizado. Na contemporaneidade do Brasil, esse problema permanece evidente na sociedade, porém a fome não se da pela falta de comida, mas sim pela má distribuição de renda, agravada principalmente pela concentração de renda e pela má gestão governamental no período pandêmico.
Primeiramente, vale ressaltar que, segundo o PNUD, o Brasil é o 7° país mais desigual do mundo. Seguindo essa lógica, a concentração de renda é evidente - onde poucos tem muito e muitos tem pouco-, e que afeta diretamente na questão da fome da população brasileira, onde a parte mais pobre se vê refém de alguma ação do governo parar colocar comida na mesa, pela precariedade econômica.
Em segundo plano, ressalta-se a fala do sociólogo francês Émile Durkheim: os fatos sociais podem ser normais ou patológicos. Seguindo essa linha de raciocínio, a má gestão do gorverno no período de pandemia afeta diretamente na elevação da porcentagem de pessoas que passam fome no Brasil, tendo em vista que quando um ambiente patológico entra em crise, toda harmonia social se rompe, ou seja, quando algo no governo não da certo todo o resto é afetado.
Conclui-se que, a desigualdade na renda dos brasileiros e a má gestão do governo agravam na questão da fome no período pandêmico. Cabe ao Governo Federal a criação de mercados a preço popular e distribuição de cestas básicas à famílias com baixa renda, para que essas possam ter a alimentação necessária para a sua sobrevivência. E, também, ao controle preventivo uma maior eficácia em sua atuação, a fim de ampliar o seu controle sobre o poder legislativo, preservando a democracia e a constitucionalidade