A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 18/11/2021
Uma música de grande sucesso infantil da cantora xuxa revela algo extremamente importante, comer é importante para poder crescer. Nesse sentido, pode depreender-se que o crescer significa tornar forte e saudável, algo que é necessário para a sobrevivência. Entretando, a fome sempre foi um grande problema mundial e apenas piorou durante a pandemia do novo coronavírus. Assim, é importante combater a questão da insegurança alimentar que é motivada pela desigualdade tanto social, quanto da distribuição de alimentos.
Em primeira análise, percebe-se que a desigualdade social contribui para a persistência dessa problemática, afinal, alguns cidadãos de baixa renda não conseguem comprar os alimentos necessário para uma boa nutrição. Segundo o G1, o arroz e o feijão, alimentos básicos, sofreram durante a pandemia do coronavírus um aumento de 56% e 75% respectivamente. Dessa maneira, percebe-se que suprimentos básicos que precisam estar na alimentação dos cidadãos se tornaram muito mais caros e prejudicaram principalmente as famílias mais pobres, que além de passarem fome sofreram problemas de saúde como desnutrição e poderão desenvolver até mesmo doenças como anemia.
Ademais, outro fator que influência no problema da fome é a má distribuição dos alimentos em escala mundial e também regional. A teoria Malthusiana diz que a população mundial cresce mais rápido do que a quantidade de alimentos, desse modo, não há alimento o suficiente para toda a população. Entretanto, essa teoria do século XVIII está equivocada pois, com o advento da agricultura mecanizada, há alimento o suficiente para a população, todavia esse alimento não é bem distribuído. Com isso, países desenvolvidos ou regiões mais ricas possuem mais disponibilidade alimentar do que países subdesenvolvidos ou regiões mais pobres, quadro que só piora em epidemias e pandemias, o que implica na questão social e estimula a persistência da fome.
Logo, a fim de minimizar a questão da fome em tempos de pandemia, é preciso que haja uma melhor distribuição da alimentação para a população de baixa renda. Para tanto, o governo deve, por meio de investimentos, criar lugares como ‘‘bandeijões’’ que disponibilizem alimentos já prontos em um preço acessível, além de enviarem cestas básicas para as famílias que sofrem de insegurança alimentar. Dessa forma, o problema da fome poderá diminuir não apenas no cenário pandêmico e o povo terá menos problemas como desnutrição, anemia e outros problemas decorrentes da má alimentação, ou seja, eles irão se tornar mais fortes e saudáveis.