A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 01/11/2021
O quadro expressionista “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pela fome na pandemia é, amiudadamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre os quais se destacam a negligência governamental e a desigualdade social.
A princípio, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa a pobreza alimentar. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, colaborarm para insegurança alimentar principalmente em comunidades carentes. Nessa perspectiva, para a completa refutação da teoria do estudioso polonês e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.
Outrossim, é igualmente preciso apontar a desigualdade social como outro fator que contribui para a manutenção da fome na pandemia. Posto isso, de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE), em 5 anos, cresceu em 3 milhões o número de pessoas sem acesso à alimentação. Diante tal exposto, com a pandemia as favelas ponto de desigualdade são os que mais sofrem por estarem em vulnerabilidade social. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perndurar.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar a pobreza alimentar na pandemia. Dessarte, a fim de acabar com essa realidade de fome, é preciso que o governo por meio de investimentos doem milhares de cestas básicas para comunidades carentes muito prejudicadas pela pandemia. Espera-se, assim que os sofrimentos emocionais retratados por Munch delimitem-se apenas plano artístico.