A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 15/11/2021

No século XIV, o mundo entrou no colapso. Uma doença conhecida como peste negra, provocou uma pandemia que matou entre 75 milhões e 200 milhões de habitantes da região Eurásia. Esse extermínio, afetou fortemente a rotina e o cenário econômico da população da época. A história se repetiu, e em 2020 houve uma nova pandemia, mas desta vez causada pelo coronavírus. O período de isolamento elevou de forma significativa a taxa de desemprego no Brasil, que consequentemente gerou um alto índice de fome no país.

Em primeiro lugar, deve ser esclarecido que mesmo antes da chegada do vírus em território nacional, já havia um grande número de pessoas que vivia em extrema pobreza e não tinha condições de ter uma alimentação diária e adequada. Com o decorrer da quarentena, a situação socioeconômica de todos os brasileiros conhecidos comprometidos e incertas, especialmente das classes mais carentes. Esses que já enfrentavam os desafios da desigualdade social, agora que lidar com o aumento do preço dos alimentos e ingredientes básicos, como o gás de cozinha. A união da falta de oportunidades no mercado de trabalho e aumento alarmante dos produtos da área alimentícia, proporcionou um dos períodos maior fome no Brasil.

Além disso, segundo estatísticas feitas pelo Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar, é dito que 55,2% dos brasileiros sentem inseguros em relação à alimentação. E isso é mais agravante com um grupo específico de pessoas, como moradores rurais e habitantes das regiões norte e nordeste do país, que apresenta um número menor de pib e índice de desenvolvimento humano em relação às outras regiões do país. Com uma pandemia, o projeto de acabar com a fome em 2030 terá que ser prolongado, pois a inconsistência econômica é um obstáculo na realização dessa meta.

Portanto, é necessário resolver esse empecilho. Cabe ao governo fornecer um auxílio às famílias que carecem de uma quantia em prol da alimentação. Isso pode ser feito por meio de programas sociais que façam transferências direta de renda, semelhante a outros projetos que já existem no Brasil, como por exemplo, o Bolsa Família. Desse modo, é esperado que a população mais necessitada consiga pagar por seus alimentos diários, e tenham uma vida digna como todo cidadão deveria ter.