A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 01/11/2021

Thomas Morus, apresentou, em seus escritos, uma famosa ilha imaginária, chamada Utopia, um protótipo da perfeição social, da mais plena harmonia em termos de convivência humana e urbana. No entanto, fora da ficção, o que se percebe quando se trata da questão da fome em tempos de pandemia é uma realidade completamente oposta, a qual se não for feito algo a respeito so irá ficar cada vez mais distante da ilha de Morus. Sob esse viés, e com intuíto de reversão desse cenário heterogenio é indispensável averiguar suas principais causas e consequências.

Em primeiro lugar, nota-se a questão constitucional e sua aplicação como agravantes do problema. De acordo Aristóteles a política deve ser utilizada de modo que por meio da justiça o equilíbrio seja alcançado na sociedade. No entanto, o grande número de pessoas em situação de insegurança alimentar, devido a perca de empregos com a pandemia e falta de auxílio por parte do Governo, rompe esse equilíbrio. Tendo em vista, que, embora, a ONU afirme na Declaração Universal dos Direitos Humanos o direito a alimentação adequada de toda população, o que se percebe é o nível de fome mundial crescendo cada vez mais. Dessa forma, a aplicação constitucional acaba contribuindo para o distanciamento de uma sociedade mais utópica e prejudicando o coletivo.

Ao visar tal realidade, percebe-se que a sociedade não tem conhecimento de quão grave é a situação dos que estão em situção de insegurança alimentar. Com intuíto de apresentar essa realidade uma reportagem realizada pelo Fantástico mostra como as condições de fome estão extremas. A reportagem mostra que com a chegada da pandemia, em algumas cidades brasileiras começou-se a formar filas na porta dos açougues, para alimentar-se de restos de ossos com retalhos de carne, e com essas pessoas mal alimentadas as chances de serem reintroduzidas no mercado de trabalho, para conseguirem comprar comida de qualidade, será cada vez menor. Sem dúvida, perpetua-se, dessa forma, a necessidade de maior ajuda a essa população carente, aproximando-nos da ilha de Morus

Diante disso, percebe-se a necessidade de reversão do cenário de fome nesses tempos de pandemia. A fim de resolver e problemática em discussão, cabe aos Governos o protagonismo de ações relacionadas a erradicação da fome extrema no mundo. Isso será feito por meio de auxílios, como maior distribuição de renda e maior geração de empregos adaptados aos tempos de pandemia, desse modo diminuindo o número de desempregos e aumentanto o poder de compra para uma alimentação adequada. Assim procedendo, haverá uma redução perceptível do número de pessoas em situação de fome no mundo nesses tempos de pandemia.