A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 02/11/2021

Em um dos episódios da animação norte-americana “South Park”, uma crise econômica aflinge a cidade dos protagonistas, originando debates políticos que evidenciava a hipocrisia daqueles que só haviam perdido luxos diante aos cidadãos que padeciam da fome. Contudo, tal problemática não é exclusiva da ficção, posto que a pandemia criada pelo Coronavírus causou instabilidade financeira no território brasileiro e, por conseguinte, aumentou a parcela da população que sofre com a carênciade alimento.

A priori, é notório que a paralização do comércio físico fez com que parte da pessoas perdessem suas fontes de renda. De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego ultrapassou 13% da população brasileira em 2020, sendo ainda mais acentuada para profissionais não especializados. Logo, a ausência de renda faz com que estes cidadãos dependam de voluntários e auxílios governamentais que, em muito dos casos, não são suficientes para que a fome seja extinguida.

Outrossim, o aumento do preço da alimentação também é um fator determinante para a situação atual. O escritor e economista da corrente austríaca Mises, disserta em seu livro “As seis lições” que, quanto maior é a escassez e a demanda de um produto, maior será o seu valor. Logo, a quarentena dos servidores da área de transporte e da industria alimentícia impossibilitou a produção de parte das mercadorias, diminuindo a quantidade destas e aumentando os preços. Assim, a população reduziu seu poder de compra, fazendo com que a renda de muitos brasileiros não seja capaz de alimentar suas respectivas famílias.

À vista disso, faz-se mister que o Estado tome medidas para combater a problemática. O Ministério da Economia precisa capacitar desempregados para que esses possam encontrar oportunidades de trabalho à distância, por meio de cursos profissionalizantes na área da Informatica e palestras onlines sobre o empreendorismo digital. Em conjunto, estímular a criação de empregos através de benefícios fiscais, como a diminuição de impostos e a flexibilização da CLT, condicionada ao momento pandêmico. Deste modo, as pessoas poderão ter renda suficiente para não padecerem da fome.