A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 06/11/2021
No cenário atual de pandemia, a fome no Brasil é um desrespeito com cada cidadão brasileiro e, é possível afirmar que vai na contramão tanto da legislação interna vigente do país quanto em tratados e convenções de direitos humanos.
Diante da situação em evidência, é importante destacar que tal problemática se arrasta há anos para ser solucionada, a qual tem em seu teor um contexto histórico, como no tempo da escravidão que a parcela pobre da sociedade não tinha alimento o suficiente para se nutrir. Nesse viés, com a chegada da pandemia isso se intensificou ainda mais, de modo a acrescer 9 milhões de pessoas no mapa da fome, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o que é incompreensível num país que ocupa o terceiro lugar em exportação de alimentos para todo o globo terrestre.
Ademais, vale ressaltar que essa discrepância não deveria existir, visto que a Constituição Federal de 1988 assegura o direito à alimentação, esta que por sua vez está diretamente interligada a outros; como à saúde e à vida, pois o alimento leva sustentação a elas, de forma a fortificá-las e proporcionar energia para lutar constantemente numa nação tão desigual, como mães que catam resto de comida em lixeiras para saciar seus filhos e; outras famílias que comem do bom e do melhor em áreas nobres das grandes cidades. Nesse sentido, depreende-se a figura da casa grande e da sensala, as quais se comparadas possuíam enorme desigualdade no aspecto de dignidade da pessoa humana.
Portanto, o Estado deve criar mecanismos que possam minimizar a questão da fome no Brasil, a fim de estar amparado por normas legislativas e dignificar os cidadãos brasileiros, que contribuem diariamente para que esse país se mantenha de pé. Essas iniciativas podem ocorrer por meio de parcerias com instituições filantrópicas de assistência social, além de fornecer subsídios para a aquisição de alimentos.