A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 05/11/2021

No livro de Carolina Maria de Jesus “Quarto do Despejo”, a autora traz uma reflexão precisa onde retrata que a tontura da fome é pior que a do álcool, pois a da fome nos impele de cantar e nos faz tremer com estômago vazio. Fora de ficcão, essa realidade é cruelmente aplicada no Brasil, na qual  milhares de brasileiros passam fome diariamente, e vivem em situação precária de sobrevivência e com a incerteza todos os dias de mizéria e escassez de alimento no país hodierno. Nessa circunstância, o cenário se agravou pela inoperância estatal de contrapor essa realidade mizerável, e pela alta inflação dos alimentos que atinge sempre o lado mais vulnerável do país. Sendo assin, cabe a análise das circunstâncias e possível solução dessa problemática.

De início, é importante salientar, que a pandemia chegou no mundo e afetou à todos direta ou indiretamente, contudo, os mais prejudicados foram os mais vulneráveis. Nessa condição, o comportamento fresco e inadmissível do governo diante do cenário desumano e abominável que a população vive na pandemia  é repgnante, pois enquanto uns espanjam banquetes luxuosos, outros dependem de doações de pessoas para se alimentarem, é doloroso ver cenas na qual a família não sabe o que dá de alimento aos filhos, e sobrevivem pela empatia do outro sobre a situação. Nesse cenário, segundo o sociológo Hebert de Souza - O Bentinho- “Quem tem fome tem pressa. Sob tal ótica, a imensurável a dor da fome, é preciso se ajustar e olhar pra quem mais precisa de ajuda, não é um favor que o estado faz ao povo, é uma obrigação de cumprir seu papel segundo o Artigo 6º da Constituição Federal, ao contrário disso é inadmissível.

Otrossim, a alta inflação segrega ainda mais o alimento na mesa do carente, logo, o que era díficil de manter na mesa fica impossível, patenteando o segregacionismo alimentício no país. Nessa realidade, mizéria e fome é o cenário que descreve bem a situação calamitante dos desfavoráveis na pátria, pois ela nunca vem sozinha, primeiro é a escassez de políticas públicas, desemprego e mizéria. Por consequência, segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional - PENSSAN-  127 milhões de brasieiros consomen menos quantidade alimento devido a pandemia e alta inflação dos alimentos. Desse modo, é inexplicavel ver que a inflação atinge com força.

Depreende-se, portanto, que medidas necessitam ser tomadas. Logo, o governo, em parceiria com Ministério da Cidadania deve criar o projeto de lei “Minha família alimentada”, por meio de uma renda fixa destinada a alimentação dos vulneráveis. Ademais, o Ministério da Economia, deve  intervim na alta inflação alimentícia, por via de alta produção de alimentos para o mercado interno. Dessa forma, os mais vulneráveis serão inceridos e cenas como ao “Quarto do Despejo” será aniquiladas do país.