A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 13/11/2021

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos proclamado em 1948 pela ONU, todo ser humano tem direito à vida, à liberdade, á alimentação e à segurança pessoal, porém, não é isso que vem acontecendo na atual situação mundial. A pandemia da COVID-19 acentuou um considerável aumento de fome e desnutrição mundial à um nível aterrorisadamente grande, consequentemente, o número de pessoas que necessitam de uma alimentação só cresce a cada dia, acarretando um grave problema à nível internacional.

Segundo dados liberados pela ‘Agência Brasil’, mais de 118 milhões de pessoas começaram a passar fome no planeta, decorrente à alta crise econômica e, principalmente, sanitária na terra. Dados esses que são impossíveis de imaginar o tanto de pessoas que, nem sequer, fazem uma única refeição completa por dia. A fome existe há muitos anos, mas se intensificou de uma forma surreal desde o início da pandemia. Com regras de distanciamento social, lockdown e entre outros fatores, existiu uma quebra bruta na econômia mundial, muitas pessoas perderam o seu emprego, consequentemente, não tinham a possibilidade de se manter e de se alimentar, como ocorria antes.

Segundo um relatório emitido pela FAO,  Food and Agriculture Organization of the United Nations em inglês, ainda não é possível calcular o tamanho prejuízo para a saúde de todos os que necessitam por um alimento desde o começo do surto da COVID-19, mas, se sabe que a Ásia e a África foram os continentes mais afetados pela desnutrição e falta de recursos para a alimentação das pessoas moradoras desses territórios citados. A questão de erradicar a fome até 2030 será um enorme desafio que a OMS e a PAM irão passar, pois, a questão da fome só vem aumentando dia após dia a nível global.

Portanto, são essenciais medidas operantes, a nível mundial, para a erradicação e a reversão da fome em todo o mundo. Para isso, compete, em conjunto, o FIDA, a UNICEF, o PAM, a OMS, a ONU e inúmeros orgãos, a nível nacional, que luta contra a fome nos seus países, investir na doação e nos recursos necessários, para que, pessoas deixem de passar fome e causar a desnutrição e outras doenças nelas. Todo esse investimento deve ser conversado entre os líderes mundiais até chegar a um acordo e a fome diminuir. Cabe também, ao ministério da agricultura, pecuária e abastecimento de cada nação, entrar em um concenso para poder acarretar uma ajuda à pessoas que vieram a passar fome no mundo, sejam abastecidas com recursos e suprimentos para uma vida mais saudável e sem fome no mundo