A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 10/11/2021
Durante a doença da Covid-19, houve um aumento elevado da quantidade de pessoas em estado de insegurança alimentar, isso é, sem acesso regular a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente. Nesse sentido, vê-se no Brasil o aumento da questão da fome em tempos de pandemia. Em face disso, vale destacar o quão prejudicial à nação é a questão supracitada e, por isso, urgem intervenções. Logo, para melhor análise desse pleito, é imperioso destacar tanto o aumento da desigualdade social, quanto o impacto da má nutrição na saúde como impasses à resolução da anomia discutida.
A princípio, é importante analisar o aumento da desigualdade social no país, pois a população menos favorecida economicamente foi a mais afetada pela escassez de comida, uma vez que teve a maior diminuição da renda familiar disponível, somada aos preços exorbitantes dos alimentos. Nesse contexto, tal situação pode ser comprovada no documentário ‘‘Mapa da Fome’’, porque o enredo expõe o agravamento da fome principalmente nas famílias em situação de vulnerabilidade social, porquanto a maioria trabalhava de forma autônoma nas ruas e, com o isolamento social, ficou impossibilitada de ganhar dinheiro, para alimentar-se devidamente - fato o qual potencializa a disparidade social. Por certo, fazem-se fulcrais intervenções públicas para amparar financeiramente os mais pobres durante a situação pandêmica e, dessa forma, diminuir a desigualdade.
Concomitantemente, cabe observar a consequência da má nutrição na saúde da pessoa, pois a deficiência de calorias ou de nutrientes essenciais, ocasionada pela privação alimentar, dificulta uma boa manutenção do corpo. Desse modo, isso se faz evidenciado pelo relatório O Estado De Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo, pois revelou que com o agravamento drámatico da fome mundial durante a pandemia, no ano de 2020, um décimo da população estava subnutrida e 45 milhões de crianças estavam muito magras para a altura ou muito baixas para a idade, porque a carência alimentar impede uma boa disposição física e mental para o desenvolvimento saudável do indivíduo. Com efeito, são fundamentais ações garantidoras do fim da fome e da subnutrição.
Em síntese, é notório o fato de a questão da fome em tempos de pandemia ser extremamente nociva ao país. Portanto, assiste ao Governo Federal desenvolver planos de apoio em dinheiro aos mais vulneráveis durante a pandemia - a exemplo do Auxílio Emergencial-, com o fito de diminuir a desigualde sociail, ao possibilitar a segurança alimentar dos mais pobres. Ademais, cabe ao Ministério da Economia, conceder incentivos fiscais as instituições filantrópicas as quais distribuem cestas básicas com os nutrientes necessários ao corpo humano, mediante insenção do Imposto sobre Serviços (ISS), com vistas a garantir uma nutrição adequada e, consequentemente, uma boa saúde.