A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 08/11/2021

No livro de Carolina Maria de Jesus “Quarto do Despejo”,  a autora traz um reflexição precisa, por meio da qual retrata que a tontura da fome é pior que a do álcool, pois a da fome nos impele de cantar e nos faz tremer de estômago vazio. Fora de ficção, essa realidade é cruelmente aplicada no Brasil, na qual milhares de brasileiros passam fome diariamente, logo vivem em situação precária de sobrevivência e com a certeza todos os dias de miséria e escassez de alimento. Nessa circunstância, o cenário agravou-se pela inoperância estatal de contrapor essa realidade miserável e pela inflação dos alimentos que atinge sempre o lado mais vulnerável do país. Sendo assim, cabe a análise da consequência e possível solução dessa problemática.

De início, é importante salientar, que a pandemia chegou no mundo e afetou a todos direta ou indiretamente, contudo os mais prejudicados foram os mais vulneráveis. Nessa condição, o comportamento fresco e inadmissível do governo diante do cenário desumano e abominável que a população vive na pandemia é repugnante , pois enquanto uns esbanjam banquetes luxuosos, outros dependem de doações de terceiros para se alimentarem, é inaceitável ver cenas a qual a familia não sabe  o que dá de alimentos para seus filhos, e sobrevivem pela empatia do outro sobre a situação. Nesse cenário, segundo o sociológo Hebert de Souza - O bentinho- “Quem tem fome tem pressa”. Sob tal ótica, é imensurável o que a fome causa, é necessário se ajustar e olhar para quem mais precisa de ajuda, não é um favor que o Estado faz ao povo, é um obrigação segundo ao Artigo 6º da Constituição Federal, ao cotrário disso é inadmissível.

Outrossim, a alta inflação segrega ainda mais o alimento na mesa do carente, logo,  o que era díficil de manter na mesa, fica impossível, o segregacionismo alimentício no país, Nessa realidade, miséria e fome é o cenário que descreve bem a situação dos desfavoráveis na pátria, pois ela nunca vem sozinha, primeiro é a escassez de políticas públicas, desemprego e miséria. Por consequência, segudo a Repe Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional - PENSSAN- 127 milhões de brasileiros consomem menos quantidade de aliementos devido à pandemia e à alta inflação dos alimentos. Desse modo, é inexplicável ver que a inflação atinge com força.

Depreende-se, portanto, que medidas necessitam ser tomadas. Logo, o governo em parceria  com Ministério da Cidadania, deve criar o projeto de lei “Minha familia alimentada”, por meio de uma renda fixa destinada à alimentação dos vulneráveis. Ademais, o Ministério da Economia, deve intervim na alta inflação alimentícia, por via de alta produção de aliementos para o mercado interno. Dessa forma, os mais vulneráveis serão inceridos e cenas como o “Quarto do Despejo” será aniquiladas do país.