A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 12/11/2021
Segundo o filósofo contemporâneo John Locke, o amparo social e os direitos naturais (alimentação, segurança e moradia) é inerente ao ser humano e um dever do Estado conceder. Entretanto, atualmente, a questão da fome em tempos de pandemia se tornou um problema universal, não só pela falta de assistência estatal adequada com a população, mas tammbém pelo drástico aumento nos valores dos alimentos durante a frágil situação pandêmica, o que é inadimíssivel. Diante dessa perspectiva, torna-se necessária uma análise dos agravantes desse quadro.
Primeiramente, observa-se uma negligência governamental com os direitos básicos da civilização. De acordo com a Constituição Federal de 1998, o Estado precisa proporcionar à população de segurança alimentar. Todavia, o site de notícias “UOL” comprovou, em 2020, que cerca de 19 milhões de brasileiros vivenciou criticamente um déficit ao acesso de alimentação básica (insegurança alimentar). Assim, nota-se que tal direito previsto em lei é, na verdade, uma regalia, visto que uma boa parte da sociedade tem refeições precárias. Destarte, é imprescíndivel que criem políticas públicas voltadas a distribuição de cestas básicas às vítimas de pobreza.
Ademais, a elevação gradativa no valor dos alimentos influenciou diretamente no aumento da fome durante a pandemia do vírus corona. O aplicativo de notícias “G1” revelou que, em 2020, diversos produtos elevaram de 10% à 15% seu valor no mercado, tal como o arroz, o feijão e, principalmente, a carne vermelha. Sob esse véu, os grupos sociais marginalizados e matar de pobreza se tonam reféns da precariedade alimentar, optando por comidas mais baratas e de baixissíma de qualidade. Faz-se premente, pois, a diminuição da exportação de alimentos que o Brasil produz em grande quantidade, diminuindo o valor aboluto dos mesmos.
Conclui-se que é indispensável intervir sobre o problema. Para isso, urge que os governantes, garantidores das necessidades básicas da nação, criem, por meio de investimentos, restaurantes gratuitos às pessoas de baixa renda que não consegue se alimentar durante uma pandemia, a fim de sanar, pelo menos, duas refeições diárias por pessoa. Desse modo, a pátria será mais justa, harmônica e democrática para todos, assegurando, portanto, os direitos naturais produzidos no século XIX pelo filósofo John Locke.