A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 11/11/2021

Desde o capitalismo mercantilista até a globalização atual, o mundo passou por uma grande expansão, principalmente na produção de riquezas. No entanto, os níveis de pobreza e desigualdade cresceram, juntamente com as centenas de milhares de pessoas que ainda passam fome. Desse modo, em tempos de pandemia, o desequilíbrio social e o desemprego são fatores relevantes para o aumento da fome no Brasil.

Seguindo essa linha de pensamento, é correto afirmar que a desproporção, já existente na sociedade, aumentou devido o Coronavírus. Segundo o grupo de pesquisa Alimento para Justiça: Poder, Política e Desigualdades Alimentares na Bioeconomia, o número de brasileiros afetados pela insegurança alimentar - termo utilizado para definir a falta de acesso regular e permanente de alimentos para a sobrevivência - na pandemia, foi de quase 60%. Portanto, um país que é conhecido como um dos principais produtores agrícolas mundiais, a falta de alimento não deveria ser um problema.

Além disso, é relevante abordar, também, que o desemprego contribuiu, significativamente, no que diz respeito ao acesso à alimentação básica. Assim como foi visto por milhares de brasileiros, um vídeo ganhou a atenção na internet após mostrar diversas famílias retirando restos de alimentos de um caminhão de lixo. Em vista disso, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de pessoas desempregadas no Brasil, atualmente, é de 14,6%. Consequentemente, a dificuldade para comprar comida aumentou, devido a falta de empregos gerados pela crise do Covid-19.

Diante do exposto, é necessário que se adotem medidas que coíbam a questão da fome em tempos de pandemia. A fim de garantir o direito à alimentação presente na Constituição Federal, o Ministério da Cidadania, em ação conjunta com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), deve ampliar as politicas públicas - como o Auxílio Emergencial e o Bolsa Família - que auxiliam os indivíduos em situação de vulnerabilidade. Esse feito pode ser realizado por meio da Lei de Diretrizes Orçamentárias, com contribuições econômicas na renda familiar dos brasileiros que necessitam. Além disso, pode-se criar pontos de distribuição de cestas básicas nas comunidades mais carentes, respeitando a realidade que a populção está inserida. Assim, a problemática em questão resolver-se-ia.