A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 15/11/2021

No anime Naruto, o protagonista era humilhado por toda a sua aldeia ainda quando criança, e, por ser órfão e pobre, passou por muitas adversidades, dentre elas a subalimentação. De forma análoga, no mundo real desde séculos atrás, não ter o que comer vem assombrando incontáveis pessoas, é uma circunstância inerente no modelo de sociedade construído pelos humanos. Nesse contexto, o intempérie conhecido como fome, se intensifica exorbitantemente em tempos de pandemia, devido principalmente ao aumento do desemprego e a ineficiência estatal.

Nesse viés, pandemias criam tempos de crise, logo, estabelecimentos devem tomar medidas críticas e demitir muitos funcionários, para não falirem. Nesse sentido, as pessoas que trabalhavam em indústrias nos quais fecharam ou são pequenos comerciantes e desistiram, ficam sem uma fonte de renda mínima e fixa, ocasionando na miséria alimentar. Nesse âmbito, o filósofo John Locke, afirma que o ser humano nasce com alguns direitos intrínsecos, sendo eles igualdade, liberdade e garantia de vida. Entretanto, no que tange ao último citado, nota-se certa incoerência, pois os indivíduos supracitados ou vão recorrer a métodos perigosos, como o roubo ou simplesmente ficarão sem auxílio e poderão morrer de uma forma ou de outra. Logo, reverter essa tormenta social torna-se uma prioridade.

Outrossim, o governo que deveria garantir o mínimo de recursos e dignidade para todos, não está cumprindo o seu papel. Isso posto, segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Sob tal ótica, a visão proposta por Aristóteles não está vigente, uma vez que, governantes não estão preocupados com a estabilidade social, mas sim com manter os seus altos padrões de vida, haja vista que deixam milhões de cidadãos em situações de necessidade alimentar, principalmente em tempos pandêmicos. Dessa maneira, é de suma importância, reformular as medidas governamentais referentes ao auxílio desses sujeitos.

Portanto, transformações que apaziguem a lastimável situação causada pela escassez alimentícia em tempos de surtos contagiosos, são imprescindíveis. Isso posto, cabe ao Ministério do Trabalho, órgão responsável pelos trabalhadores, realizar investimentos destinados à implantação de novos empregos, através do aumento do percentual do PIB destinado à essa área. Assim, os serventes conseguirão dinheiro para subsistência, além de diminuir demasiadamente o nível de desempregados no mundo. Do mesmo modo, urge que o Ministério da Cidadania, departamento incumbido pelo bem-estar do povo, crie uma política pública acerca da disponibilização de recursos alimentares, que entrará em vigor, por meio da votação feita no senado. Somente desse jeito, será possível proporcionar uma melhor qualidade de vida a incontáveis pessoas e garantir o equilíbrio social de Aristóteles.