A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 13/11/2021

De acordo com o artigo 6º da Constituição, a alimentação é um direito que deve ser assegurado para todos os cidadãos. Contudo, os tempos sombrios e pandêmicos iniciados em meados de março de 2020, causou  maiores contradições dessas diretrizes. Nessa perspectiva, essa pauta traz consequências que devem ser analisadas e solucionadas.

Primordialmente, ressalta-se que o governo tem sua parcela de culpa nesse caos, pois usando a ideia de contrato social que o filósofo contratualista John Locke retrata sobre o dever do Estado de garantir os direitos da população, nota-se que esse pensamento não concretiza-se, tendo em vista que há poucos programas,  baixa manutenção e organização governamental, em prol daqueles que sofrem famintos.

Ademais, o aumento da taxa de desemprego também contribui com o resultado de 55,2% de brasileiros que sofrem com insegurança alimentar, de acordo com dados do Inquérito Nacional. Afinal, durante a pandemia, muitas pessoas foram demitidas e as vagas de trabalho diminuiram, ocasionando em pouca, ou nenhuma, renda mensal para as famílias brasileiras sobreviverem.

Portanto, indubitavelmente, medidas devem ser tomadas. Espera-se que o Ministério da Cidadania aperfeiçoe programas existentes, como Bolsa Família, por meio da disponibilização de aumento das rendas. E também, que crie projetos e programas que forneçam uma determinada quantidade de cestas básicas a depender das necessidades de cada família, de tal modo que, dessas formas, ocorra melhoras nas condições sociais do país.