A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 13/11/2021

O artigo 6º da Constituição de 1988 assegura  à alimentação da população, como um direito social e dever do  estado. Contudo, atual a pandemia de coronavírus piorou substancialmente a condição financeira das famílias brasileiras, pois com parte do setor economico parado, a produção de produtos e serviços caiu e a inflação aumentou. Nesse ínterim, o agravamento da fome já é realidade no Brasil, porém alternativas podem surgir para driblar essa problemática, como uma melhor distribuição da produção de alimentos e uma eficaz campanha de vacinação, visto que aceleraria a volta das atividades economicas.

Nesse cenário, o país necessita dividir a sua produção alimentícia de forma mais igualitária perante sua população, pois com vastos territórios férteis e inúmeros indústrias de alimentos, produtos para consumo da população não faltam. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, o Brasil já é o maior terceiro produtor agrário e pecuário no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos da América e da República Popular da China. Sob esse prisma, o agravamento da fome durante a pandemia está ligado à má distribuição dos recursos alimentícios e não pela falta desses, necessitando de uma distribuição mais justa.

Além disso, o país precisa agilizar a sua campanha de vacinação para que o retorno das atividades economicas ocorra o mais rápido possível gerando renda para o país e consequentemente para a população diminuindo a fome. De acordo a Organização Mundial da Saúde, não existe outras formas de combater o corona-vírus, se não pela vacina e o distânciamento social, não há medicamentos que impeçam o seu contagio. Assim sendo, o país apenas se livrará do vírus quando vacinar a maioria de sua população que voltará realizar as atividades essências para a manunteção da sociedade. Nessa ótica, eventualmente a economia do país se recuperaria corroborando para maior poder aquisitivo das famílias, possibilitando a compra de mais produtos alimentícios, aliviando a fome de muitos brasileiros.

Em suma, a desigual distribuição da produção alimentícia e o lento processo de vacinação, são agravantes da fome durante a pandemia, mediante a isso medidas devem ser efitivadas. Portanto, intervir cabe ao Governo Federal, através do Ministério da Economia e Ministério da Agricultura, reservando parte dos alimentos produzidos pelas indústrias, por meio da criação de um programa assistencialista que distribuirá essa parcela às famílias brasileiras mais carentes, a fim de diminuir a adefagia de muitos cidadãos. Além disso, é dever do Ministério da Saúde,  promover a campanha de vacinação, por meio das mídias televisas, com propagandas explicitando os benefícios da  vacina, assim mais pessoas se vacinarão. Dessa forma,  o artigo 6º da Constituição de 1988 sairá do papel.