A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 14/11/2021
Os programas de combate à fome no Brasil implantados no governo Lula foram de extrema importância para a mudança das condições de vida de muitos cidadãos que vivam na miséria. Assim, voluntários e profissionais especializados iam até os necessitados e os ofereciam ajuda, por meio da distribuição de cestas básicas e se preciso, artigos de limpeza e abrigo. Nesse contexto, tais programas foram deixados de lado pelo governo Bolsonaro, o que contribuiu para o retorno de parte da população à situação de precariedade nos primeiros dois anos de mandato. Dessa forma, com a pandemia, a restrição de contato entre as pessoas devido o distanciamento social e a falta de investimentos em projetos voltados à erradicação de problemas sociais do atual governo contribuíram para o agrave da questão da fome em tempos da COVID-19.
Em primeira análise, a instituição do distanciamento social está entre as causas do problema. Sob essa ótica, o estado de quarentena foi decretado em todo o mundo, como forma de conter a proliferação do vírus transmissor da doença. De maneira análoga, a restrição do contato entre pessoas foi fator responsável pela manutenção da fome de comunidades em todo o globo, haja vista que essas dependiam da caridade dos moradores ao seu entorno e de projetos sociais do governo, em que ambos provinham do convívio entre inúmeras pessoas. Dessa maneira, aqueles que vivem em condições de miséria não tiveram mais a quem recorrer e assim os níveis da fome em todo o planeta aumentaram.
Outrossim, destaca-se a falta de projetos voltados à erradicação da fome. Sob esse viés, o longa-metragem “Eu, Daniel Blake” mostra o cotidiano de um senhor idoso que depende das doações alimetícias de um abrigo perto de sua casa para sobreviver. De maneira análoga, essa situação não é tão comum no Brasil, uma vez que o preço dos alimentos na terra verde e amarela impossibilita a criação de projetos não governamentais voltados à doação. Logo, com projetos públicos destinados a erradicação da fome, a comida chegaria mais rápido à casa daqueles que não possuem renda suficiente para adquirí-la.
Em suma, a continuidade da fome em tempos de pandemia está diretamente ligada à restrição de contato entre as pessoas devido o distanciamento social e à falta de investimentos em projetos voltados à erradicação dessa problemática. Portanto, cabe à Organização das Nações Unidas (ONU), uma vez que esse é o órgão que cuida dos problemas mundiais, juntamente com a Organização Mundial da Saúde (OMS), melhorar a eficácia de seus projetos voltados à manutenção da prosperidade entre os povos. Isso será feito por meio da implantação de metas anuais de erradicação da fome e de vacinação das pessoas contra a COVID-19, a fim de acabar com a pandemia e também com a miséria.