A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 16/11/2021

A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, garante em seu artigo quinto uma série de direitos sociais, dentre eles está a alimentação juntamente a todos os elementos que o permeiam. Todavia, apesar de tal garantia uma parcela considerável da população enfreta uma escassez de alimentos e grandes períodos de fome durante a pandemia. Sob tal ótica, vale citar como causas a enorme desigualdade social presente no país e a ineficiência governamental.

A priori, a disparidade social é fator determinante para a persistência da problemática. Nessa esteira, segundo a música “Rap da Felicidade” interpretada pelos cantores Cidinho e Doca, existe uma gigante diferença de qualidade de vida entre as pessoas de baixa renda e a elite. Tal cenário é evidente também na alimentação da população em tempos de pandemia, posto que a maioria dos cidadãos das classes C e D não possuem condições economicas para comprar alimentos, principalmente ficando em casa sem trabalhar para não se contaminar com o Covid-19. Em contra partida, a classe A e B, obtiveram uma boa alimentação mesmo sem sair de casa. Desse modo, diminuir a desigualdade no país é fundamental para reverter esse quadro.

Ademais, outra dificuldade enfrentada é a inércia governamental. Nesse sentido, de acordo com o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a ausência de atuação das autoridades, não existem políticas públicas ou programas sociais eficiêntes que amparem a população mais carente e auxiliem financeiramente para garantir a alimentaçãos desses indivíduos. Por consequência, famílias carentes que não conseguem trabalhar durante a pandemia, enfrentam sério problemas com a fome. Dessa forma, para que o bem-estar social seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia que em que se encontra.

Dessarte, medidas exequíveis são necessárias para combater a fome em tempos de pandemia. Nessa perspectiva, cabe ao Ministério da Economia, por meio de leis orçamentárias, criar uma bolsa financeira alimentação, destinado a pessoas da classe C e D, com o intuito de garantir a alimentação básica de tais famílias. Tal bolsa deve ter o valor de quatrocentos e cinquenta reais e cada individuo deve fazer seu cadastro em um site específico do programa na internet, ou na prefeitura de sua cidade. Dessa maneira, espera-se que o problema se reduza em médio ou longo prazo e a Constituição Federal brasileira se consuma em todos os sentidos.