A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 19/11/2021

No ano de 2020, o mundo foi abalado por uma inesperada pandemia causada pelo virús Covid 19. Nesse contexto, a quarentena se tornou uma realidade em grandes países que, na tentativa de uma menor emissão da Covid, fecharam seus comércios não essenciais. Tais medidas de proteção, apesar de necessárias, prejudicaram a economia de todo o globo e uma grande consequência foi a pobreza e a miséria. Nesse sentido, atualmente no Brasil, diversos cidadãos vivem em situações de carência, passam fome e necessidades devido a má gestão do país e desigualdade social.

Segundo um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em meio à pandemia do coronavírus, o número de cidadãos que vivem abaixo da linha da pobreza triplicou. Nessa perspectiva, diante a esse cenário, o Estado pouco se mobilizou em dar suporte a famílias de baixa renda durante a pandemia. Sendo assim, em meio a quarentena, sem poder trabalhar, o cidadão brasileiro se viu sem renda alguma e sem condições de comprar produtos básicos para a sua sobrevivência e alimentação.

Ademais, desigualdade social é um grande agravante da fome no Brasil. Nesse aspecto, a Revolução Industrial, no século XVIII, trouxe grandes mudanças ao cenário mundial, o acelerado crescimento populacional e desigualdade social. Dessa forma, assim como no século XVIII, nos dias de hoje, são diversos os brasileiros que vivem na miséria e passam fome, enquanto outros lucram e tem boas condições de vida.

Em vista dos fatos mencionados, torna-se necessário que o Governo Federal disponibilize maiores subsídios para que o Ministério Público fortaleça os programas sociais já existentes, seja pelo aumento de bolsas, seja pela distribuição de cestas básicas, a fim de cumprir seu dever constitucional e erradicar a fome. Outrossim, é preciso que o Estado, por meio de campanhas nos grandes veículos de informação, conscientize e influencie a sociedade a fazer doações e dar suporte aos necessitados. Somente assim será possível obter uma sociedade mais justa e garantidora dos direitos de cada indivíduo.