A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 18/11/2021
Segundo análises do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 19 milhões de pessoas foram atingidas com a fome no país, sendo que, antes da pandemia esse número se aproximava de 10 milhões. Tal quadro, deve-se por elementos como recessão econômica e a exportação em massa dos produtos agrícolas.
Sob essa perspectiva, pode-se fazer um paralelo entre o índice de desemprego e a fome, já que no Brasil houve um crescimento proporcional em ambos os aspectos. Essas afirmações podem ser feitas com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), instrumento que faz estudos socioeconômicos no país, que apontou um crescimento da contagem de desempregados para 14,6%. Com isso, é indubitável a necessidade de reparar esse cenário degradante.
Outrossim, convém citar a teoria demográfica Malthusiana, formulada no século XVIII pelo economista inglês, Thomas Malthus, na qual o ritmo de crescimento populacional ocorre de forma geométrica, enquanto o de recursos alimentares, de forma aritmética. Isso infere que, não haverá comida para todos, no entanto, a Revolução Verde nos anos de 1960, reverteu consideravelmente as circunstâncias, com a introdução de novas tecnologias no meio agrário. Todavia, a produção criou foco em exportações por serem comercialmente mais lucrativas, assim, diminuindo a oferta e elevando os preços do mercado interno.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Dessa forma, urge que o Governo Federal - por meio do Ministério da Cidadania - um aprimoramento dos programas assistenciais e principalmente o Auxílio Cesta Básica, realizando um aumento de crédito para os cadastrados. Isso, com o intuito de suprir as necessidades dos cidadãos que não têm renda suficiente para providênciar o próprio sustento. Só então, será possível amenizar a realidade brasileira.