A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 18/11/2021
Com o respaldo da Constituição Federal de 1988 (norma suprema responsável por traçar os parâmetros do ordenamento jurídico), de acordo com o artigo 6º, a alimentação é garantida como direito social do povo. No entanto, o panorama da fome no Brasil, especialmente da fome das classes marginais, reflete uma grave lacuna de preceitos teóricos. Portanto, é útil analisar como a distribuição desigual de recursos alimentares e as mudanças climáticas se unem para promover o impasse.
Em primeiro lugar, é importante enfatizar como a distribuição ineficiente de alimentos pode se tornar um obstáculo para a solução do problema. Nesse sentido, é hora de voltar ao conceito da teoria reformista, que parte do pressuposto de que o problema da fome está relacionado à distribuição seletiva de alimentos. Nessa perspectiva, embora a nação brasileira tenha fortes características agrícolas - dados seus ricos recursos em pecuária e policultura - vale ressaltar que devido aos planos irregulares de distribuição, grande parte da sociedade A impossibilidade de garantir o sustento alimentar agrava a frustração , por isso também acelera o processo de desigualdade.
Além disso, a questão da mudança climática contínua é outro aspecto conflituoso, que serve de trampolim para obstáculos. O Brasil, dada a sua vasta expansão territorial, possui seis biomas, sendo um deles Katinga, que se comprova no Nordeste. No entanto, apesar dos muitos aspectos notáveis desta localização, destacam-se as chuvas fracas e as altas temperaturas típicas. Ou seja, a seca de longa duração trouxe uma série de prejuízos aos agricultores, como a perda de colheitas e de animais essenciais para a pecuária, portanto, a falta de produtividade acabará por levar à transparência da fome.
Portanto, o Ministério do Desenvolvimento Social e o Ministério do Desenvolvimento Regional - órgãos federais responsáveis pela segurança alimentar e hídrica, respectivamente - devem adotar um projeto que visa utilizar tecnologia e métodos para controlar, armazenar e preservar a segurança alimentar e hídrica. Água, tomando medidas para amenizar o problema da escassez de água tem contribuído para a fome que assola o Nordeste. Além disso, uma campanha voltada para a distribuição correta de alimentos precisa ser lançada para eliminar as desigualdades causadas pela insegurança alimentar. Portanto, espera-se que o Brasil respeite seus procedimentos constitucionais