A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 18/11/2021

Alimentar-se suficientemente e com qualidade é um direito garantido na Constituição do Brasil. No entanto, o que deveria ser um preceito a ser seguido por toda sociedade brasileira não contempla, muitas vezes, famílias de classes baixas da população canarinha, principalmente na pandemia. Dentre os principais fatores que contribuem para a permanência e o aumento da fome nesse período, destacam-se o aumento dos preços dos alimentos e a diminuição de oportunidades de emprego devido ao fechamento de diversos estabelecimentos.

Primeiramente, é notório dizer que não apenas os alimentos, mas sim todos os produtos tiveram seus preços aumentados nos últimos dois anos. Segundo dados apontados pelo jornal BdF, o valor dos nutrimentos teve alta de 15% nesse período, forcando muitos brasileiros a mudarem suas dietas, levando, na maioria dos casos, à uma alimentação desbalanceada ou a desnutrição.

Além disso, nota-se, ainda, que a crescente diminuição de renda da população colabora para o aumento da problemática. Isso acontece, infelizmente, devido ao desemprego acentuado pela pandemia, atrelando-se também a cortes do Estado no orçamento de programas sociais, como o Fome Zero e Bolsa Família. Tal situação rompe com o conceito rousseauniano de contrato social, no qual o Governo, por meio do poder, manteria as regras e vantagens igualmente para todos. Dessa forma, é necessário um maior respaldo financeiro em tais mecanismos de proteção social.

A cerca dos fatos supracitados, faz-se necessário portanto, medidas que busquem aumentar o fornecimento desse direito à população. Dessa forma, cabe ao Estado em conjunto com EMBRAPA diminuírem o valor dos alimentos nesses tempos difíceis, além de fornecer um apoio financeiro aos pequenos produtores e famílias carentes. Somente assim, tal direito será proporcionado de forma justa nessa faze complicada da sociedade atual.