A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 18/11/2021
A humanidade já enfrentou diversas situações extremas, muitas delas relacionadas a falta de alimentos. Como, por exemplo, nos anos antecedentes a revolução francesa e na grécia antiga com os grupos de sobreviventes da primeira diáspora antes da segunda. Nos dois casos citados um dos fatores mais importantes para superar essa situação, foi a união do povo para lutar e resolver tal problema, coisa que não ocorre hoje no enfrentamento da fome durante a pandemia, servindo, juntamente com o descaso estatal, de agravante para a situação.
Inicialmente, há um abandono do povo pelo próprio povo. Enquanto diversas pessoas passam fome por não ter dinheiro para alimentação, logo ao lado quilos de mais quilos de comida são desperdiçados por restaurantes e nas residências. Assim, presenciando essa realidade, um grupo de caridade decidiu pegar as frutas e legumes que eram recusadas pelos sacolões, por estarem com algum amassado ou ferimento leve e por isso jogadas fora, e distribuir para intituições que fariam bom uso, como orfanatos que tem dificuldade em lidar com as despesas de alimentação. Contudo, é apenas uma intituição que faz isso, em uma só cidade, ainda sendo muito pouco para representar uma real ajuda. Fazendo com que a realidade do desperdicio se mantenha, causando até mesmo um aumento nos já elevados preços dos produtos, pois corre o risco de que com tanto descarte, faltem nas prateleiras.
Contudo, não se pode jogar jogar o peso dessa responsabilidade totalmente para o colo do resto da população, quem deveria realmente intervir e fazer sua parte ajudando os cidadãos em situação de miséria é o estado, que decide apenas ignorar o problema. Indo diretamente contra a contituição, onde é garantido que todos terão suas necessidades básicas para a sobrevivência atendidas. Tal falta de atenção por parte governamental, faz até mesmo com que algumas pessoas achem que o problema é menor do que parece, pois temos a ideia de que se fosse sério mesmo haveriam intervenções.
Logo, fica claro que há a necessidade de medidas interventivas para mudar a situação do desperdicio e negligência. Primeiramente os mercados, supermercados e sacolões devem tomar medidas para evitar que sejam jogados fora alimentos ainda bons para consumo, caso não queira coloca-los a venda poderia forneçer a pessoas necessitadas, para assim dar a todos o acesso a comida. E talbém, o estado tem a obrigação de cumprir o garantido na intituição, uma boa opção para fazer com que o povo tenha dinheiro para comprar alimento seria o início de obras públicas, que movimentam muito dinheiro e forneçem vários empregos.