A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 19/11/2021
Durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, os nazistas submeteram diversos grupos da população sob seu jugo a situações de escassez alimentar, principalmente quando se pensa nos judeus. Analogamente a isso, um fenômeno parecido ocorre no Brasil, no qual se tem o aumento da fome, decorrente, por exemplo, da pandemia atual. Assim, duas causas de tal problema são a negligêngia governamental quanto a esse tema e a extrema desigualdade social existente na sociedade brasileira.
Primeiramente, é imperioso se ater à ineficiência estatal ligada ao assunto em questão. Nesse contexto, vale citar o momento em que o presidente, Jair Bolsonaro, afirmou erroneamente que não existiam pessoas famintas na nação, o que prova a ineficácia do governo no tratamento dessa problemática progressiva em território nacional. Isso acontece, visto que o poder Executivo prefere focar os recursos públicos em outros locais, tais quais emendas parlamentares em troca de apoio, de modo a gerar um ciclo vicioso negativo.
Paralelamente a isso, necessita-se prestar atenção às desproporcionalidades entre as diversas classes no Brasil. Sob essa ótica, descumpre-se o direito à igualdade, descrito na Teoria do Indivíduo, do filósofo inglês John Locke, na medida em que as abordadas diferenças promovem o fenômeno da fome nacionalmente. Isso ocorre, haja vista que a desigualdade social diminui o poder econômico da população, de forma a desestimular a compra de alimentos pela mesma e, consequentemente, a aumentar os índices de incidência desse entrave.
Portanto, precisa-se coibir ambos os malefícios citados. Destarte, o governo deve, por meio do Ministério da Economia, órgão de maior prestígio nesse quesito, distribuir maiores e regulares quantias de dinheiro entre os habitantes mais carentes, com vistas a se começar a ter uma maior independência alimentar por parte destes. Logo, ter-se-á um contexto de maior equidade.