A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 18/11/2021

Nos últimos meses, o assunto em destaque no noticiário mundial é o coronavírus. Acredita-se que a pandemia na China que começou em dezembro de 2019 não atingirá uma proporção maior, se acontecer não diferirá da gripe conhecida. A realidade é diferente. O vírus mostra várias fraquezas, a maior das quais é a fome. Como diz o ditado: “Quem tem fome tem urgência!” Na situação atual, a necessidade de isolamento social torna essa corrida mais urgente. Assim, a desigualdade e o isolamento social causados ​​pelo ser humano se situam no mundo, enfim, levar todos a ficar em casa é o maior motivo do agravamento da fome no mundo.

Primeiro, de acordo com David Beasley, diretor-executivo do Programa Mundial de Alimentos, a agência de ajuda alimentar da Organização das Nações Unidas (ONU), a nova pandemia de coronavírus está causando “padrões bíblicos” de fome generalizada em todo o mundo. Porém, mesmo que seja um assunto mundial, o Brasil também se destaca no problema da fome no país, com mais de 19 milhões de pessoas relatando não ter comida suficiente diariamente, muitas delas crianças e jovens.

Ademais, o crescimento econômico não é suficiente para eliminar a pobreza no Brasil. Isso se deve principalmente à concentração de renda e à persistência da desigualdade social, que leva muitas vezes à fome e à pobreza. Diante desse problema, com o advento da pandemia mundial e os gastos maciços para resolvê-lo, o país se esqueceu das pessoas que precisam da ajuda do governo, que podem ficar desempregadas por alguns dias sem uma boa situação financeira devido ao isolamento.

Portanto, esse cenário nos remete a um tema: a renda mínima, ou seja, a quantidade de dinheiro suficiente para atender uma parte da população carente com o mínimo de gastos: alimentação, educação e saúde. Em 2004, conforme a proposta de Eduardo Suplicy, por meio da Lei n.º 10.835 / 04, o Brasil propôs estabelecer uma renda mínima, “A renda básica do cidadão constituirá direito de todo brasileiro que tenha vivido no país há pelo menos 5 anos em O Brasil, independente de sua condição socioeconômica, independente de sua situação, receberá um benefício monetário todos os anos”. Embora já tenha se transformado em lei, a proposta depende da vontade política do Executivo para implementá-la. Com isso, a administração precisa trabalhar muito para aplicar isso a todos os necessitados, por meio da correta aplicação da lei, além de divulgar com a ajuda da mídia que está ajudando a todos, para que a fome seja diminuída no mundo pandêmico.