A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 19/11/2021
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. De maneira análoga a isso, esta tese aplica-se somente na teoria, pois na prática, a questão da fome em tempos de pandemia crescem exponencialmente. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: negligência governamental e impassibilidade dos indivíduos.
A priori, evidencia-se a omissão do Governo como agravante no revés. Sob essa ótica, o filósofo inglês, Thomas Hobbes, defendia a ideia de que o Estado tem obrigação de promover meios que auxiliem o progresso comum. Tal concepção, todavia, não se aplica à conjuntura hodierna, uma vez que as autoridades governamentais não agem para criar ações que resolveriam a fome em tempos de pandemia. Como, a distribuição massiva de alimentos concentrados em casas comunitárias ao redor das cidades e um censo nacional que identificasse os locais de mais necessidade para atuação súbita. Logo, não é justo que a máquina pública protagonize - com sua omissão de dever - a manifestação desse problema social no Brasil.
Ademais, é notória a impassibilidade dos indivíduos como coadjuvante na questão. Acerca disso, o ‘‘Imperativo categórico’’, conceito trabalho pelo filósofo prussiano Kant, afirma que o indivíduo deve agir com base em ações que ele gostaria de ver aplicadas como uma lei universal. No entanto, parte considerável do tecido civil, em vez de oferecer suporte as pessoas em situação de fome - o que poderia ser feito mediante a doação de alimentos ou dinheiro, por exemplo. Porém, as pessoas agem com indiferença e descaso, promovendo uma nefasta conjuntura e de vulnerabilidade dessa parcela social. Logo, é preciso fazer valer na prática, o pensamento Kantiano, com vistas ao bem estar social.
Depreende-se, a adoção de medidas que venham a reduzir a fome em tempos de pandemia no Brasil. Por conseguinte, cabe ao governo federal, incumbido de todas as diretrizes públicas do país, por meio dos cofres públicos, a criação de um plano nacional de distribuição de alimentos, como por exemplo: cestas básicas, por todo território nacional. Assim, distribuindo nas áreas de maior incidência do problema a fim de promover um exímio combate a fome em épocas sombrias, retirando esta camada social da zona de vulnerabilidade. Somente assim, a máxima iluminista se concretizará.