A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 24/11/2021

A Constituição Federal de 1988, documento mais elementar do país, prevê em seu artigo 6°, o direito a alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado em ênfase na prática quando se observado a questão da fome em meio a crise sanitária do covid-19, dificultando, desse modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se necessário a análise crítica de sua carência e a posição tomada defronte a tal questão.

Em primeiro momento, é necessário ressaltar que mesmo antes da pandemia do Corona vírus, a fome haveria de se espelhar à todo o mundo, porém houve um fator de aceleração, do qual trouxe um aumento significativo da carência alimentar. Segundo o relatório da ONU publicado na Unicef, diz que, durante o ano de 2020, “ano sombrio”, 2.3 bilhões da população não tiveram acesso adequado a alimentação. Essa conjuntura trás às claras como a insegurança alimentar cobriu a sociedade brasileira de uma forma sombria, com as taxas de desemprego nos picos gráficos, altos valores alimentícios, fazem parte da classe de indicadores do agravamento nutricional.

Além disso, é fundamental apontar a ausência de posicionamento para combater a má nutrição acelerada no Brasil. O filósofo polonês Zugmunt Bauman, diz que, a nossa resposta diante das crises é que alteram a circunstância. Diante desse exposto, rever e planejar uma resposta humana, é eminente, dados e pesquisas comprovam e clamam ver o cenário erradicar, o direto social à alimentação é direto do cidadão brasileiro.

Por conseguinte é imprescindível que o Estado tome medidas para amenizar o cenário atual. Para que a questão da fome em tempos de pandemia, urge que a Secretária Nacional de Segurança Alimentar juntamente com empresas capacitadas, por intermédio da providência de empregos a brasileiros em situação precária, com a elaboração de projetos trabalhistas que possam findar a extrema carência alimentícia. Somente assim, poderemos minimizar um dos indicadores de insegurança alimentar no Brasil.