A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 19/11/2021

O filósofo Sartre defende que todo homem sendo racional, seria livre e responsável por suas ações e decisões. No entanto, no que concerne à questão da fome em tempos de pandemia, pode-se perceber a falta de responsabilidade dos brasileiros ao lidar com a problemática, que tem como causas tanto o silenciamento quanto a insuficiência lesgislativa.

Em primeiro plano, evidencia-se como causa o silenciamento. De acordo com Foucault, na sociedade pós-moderna, alguns assuntos são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nessa perspectiva, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate a respeito da fome durante o período de pandemia, assunto que tem sido silenciado. Desta forma, sem diálogo sério e massivo sobre o importante problema, sua resolução é impedida.

Outro ponto relevante é a insuficiência legislativa. Nesse âmbito, Maquiavel defendeu que “Mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes”. Desse modo, a persectiva do filósofo aponta para uma falha muito comum das sociedades: acreditar que a criação da lei em si pode resolver problemas complexos como a questão da incidência da fome durante a pandemia. Assim, o que se verifica é uma insuficiência da legislação, se esta não vier atrelada a políticas públicas que ajam na base cultural do problema, dificultando sua resolução.

Portanto, medidas devem ser tomadas. Como solução, é preciso que as escolas em parceria com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre os impactos da fome em tempos de pandemia, dentro do ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas serem abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas a presença da fome nas casas dos brasileiros durante a pandemia e se tornem cidadãos mais conscientes e atuantes na busca de resoluções.