A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 21/11/2021
“Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”, afirma o filósofo e sociólogo polonês, Zygmant Bauman. Um bom exemplo de crise atual enfrentada pelo mundo é a pandemia, a qual provocou um quadro global alarmante da fome.
Em primeiro lugar, faz-se necessário mencionar o ano de 2010, o qual apresentou uma grande aumento da fome, porém não se esperava a grande tragédia de 2020, a pandemia e ainda mais junto com as principais causas da insegurança alimentas: nações passando por conflitos, extremos climáticos ou recessões econômicas ou lutando contra a alta desigualdade. Fica claro, que as consequências seriam muitas, e globais.
Como resultado, pesquisas apontam que cerca de 9,9 de pessoas foram afetadas em 2020, mais da metade da Ásia, um terço da África e uma porção menor na América Latina e Caribe. Os quais são países que além de passarem pela pandemia, sofriam com umas das principais causas da insegurança alimentar (conflito, desigualdade, recessão econômica e etc). Bem como no Brasil, sofreu grandes efeitos da pandemia: alta na inflação, arroz ficou 56% mais caro, feijão preto 71%. De 10 milhões sobe para 19 milhões o número de brasileiros que não possuem alguma refeição para o dia. Situações como, fila para conseguir doação de ossos é mais comum na vida das famílias brasileiras, são mais frequentes em um açougue, em Cuiabá, é relatado pelo portal de notícias G1.
Portanto, é mister que Organizações internacionais tomem providências para melhorar o quadro atual. Para a redução da fome mundial,em destaque os continentes mais afetados (Ásia e África), urge que a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) faça ações de arrecadação de dinheiro com o países desenvolvidos menos afetados, promovendo ações anuais de distribuição de alimentos e recursos aos países com maior insegurança alimentar. Assim, através das infelizes consequências da pandemia virão reações extraordinárias para combatê-la, mudar o mundo para a melhor, tornando real a afirmação de Bauman. Não permitindo que a crise mude o mundo, mas sim a reação feita à ela.