A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 21/11/2021

A imagem retratada por Manuel Bandeira em seu poema “O Bicho”, denuncia o comportamento selvagem e desesperado de um homem em situação de miséria e fome. De semelhante maneiraoga a isso, nos é denunciado a fome em tempos de pandemia. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes: o percentual de famílias em situação de pobreza no Brasil e a realidade da fome no país.

Em primeira análise, evidencia-se que a pandemia em seu geral, expôs o grande número de famílias em situação de pobreza ao redor do mundo. Sobre essa ótica, voltando-se para nosso país, o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - dados que em setembro de 2020, com o auxílio emergencial ativo, 4,6% da população se encontrava em estado de pobreza no Brasil. Logo no primeiro trimestre de 2021, em um período de seis meses, os números alcançaram um percentual de 16,1% ou 34,3 milhões de pessoas. Dessa forma nota-se oque a pandemia agravou um número que em “seu melhor estado” já era preocupante.

Consequente a isso, é notório que onde há pobreza, há fome. A Oxfom - Comitê de Oxford para Alívio da Fome - aponta o Brasil como foco emergente da fome. Com quase 20 milhões de brasileiros passando fome, o cenário apontado por Manuel Bandeira, já citado anteriormente, onde um ser humano revira latas à procura de sobras, portando-se como um animal selvagem, se torna distante da fantasia pois se trata da realidade de todas as pessoas. Consoante a isso, delata-se que não há novidade na fome, mas sim persistência da tal em meio a sociedade.

Portanto, portanto, a adoção de medidas que venham conter a fome em tempos de pandemia. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Cidadania reverter a abrangência de suas iniciativas sociais já existentes, por meio de recursos sociais considerando o abalo choques pela pandemia, um fim de manutencionar seus valores e meios de auxílio. Somente assim, considerando o status quo do mundo, de mesmo modo do Brasil, que a fome causada pela pobreza controlada.