A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 23/11/2021

No filme da Netflix, " O Poço" , é retratado a fome em sua versão mais nítida, ao modo que ela atua com voracidade sob os indivíduos, mas também, demonstra como ela pode colaborar para o sofrimento de um grupo. Sob o cenário atual, é visível o que foi citado, pois acarretam sofrimento dos mais vulneráveis, devido ao individualismo e ausência de solidariedade.

Durante a pandemia, iniciada pelo vírus da SARS-CoV -2 causador do COVID -19, foi relatado um grande número de notícias e acontecimentos a respeito da fome e a crescente de seu número e de acordo com o relatório " O Estado da Insegurança Alimentar e Nutrição no Mundo" registrado pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 2020 a fome disparou em termos absolutos e proporcionais, ultrapassando o crescimento populacional: estimando-se que cerca de 9,9% entre todas as pessoas tenham sofrido de desnutrição no ano passado e mais de 2,3 bilhões de pessoas (ou 30% da população global) não tiveram acesso à alimentação adequada durante todo o ano.

A pandemia afetou diretamente a economia, que por sua vez, dificultou o acesso à alimentação adequada para um número exorbitante de pessoas. No cenário brasileiro atual é comum encontrar a venda de ossos e carnes próximos da data de validade para que aqueles com baixa renda possa comprar, além do claro aumento no preço dos alimentos em geral.

É evidente que notável parcela da população sofre, abruptamente, com a fome, e é necessário uma união dos cidadães com a indústria alimentícia para que busquem por meio do reaproveitamento e com contribuições estatais e empresariais a redução dos casos de fome instalados pelo globo terrestre, a partir da distribuição de alimentos em áreas carentes. Em relação à situação econômica, cabe ao governo buscar novos meios para essa melhora por meio de reformas em leis junto da divulgação dos novos meios de trabalho que surgiram ou foram mais expostos durante a pandemia.