A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 24/11/2021
A fome é um assunto que merece deveras atenção, atinge não somente o Brasil, mas o mundo como um todo, claro que com intensidades diferentes a depender da região. De acordo com o IBGE, em 5 anos cresceu em 3 milhões o número de pessoas sem acesso a alimentação básica. A pandemia da covid-19 só agravou essa questão, e o Brasil entrou novamente para o mapa da fome.
As questões que influenciam diretamente esse problema é a desigualdade social, a inflação, questões rurais, industriais, agrícolas e o desemprego. As regiões do Brasil que mais sofrem com isso são Norte e Nordeste, mas mesmo assim, nesse ano pandêmico a região Sudeste e Sul que são regiões um pouco mais protegidas dessa situação, ainda tinham em torno de 50% de suas famílias também em situação de insegurança alimentar. Apenas 53% delas tinham garantia de acesso pleno aos alimentos e uma insegurança alimentar grave em torno de 6%, chegando a mais de 10% moderada e grave. O preço dos alimentos foi as alturas durante a pandemia, o arroz aumentou em 56%, e do feijão preto que costuava ser mais barato, aumentou em 71%. A insegurança alimentar cresceu entre os brasileiros, e de acordo com a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, dezenove milhões de brasileiros estão em situação grave e relação ao acesso a alimentação.
As comunidades carentes são as que mais têm necessitado da alimentação básica, a falta de alimentação causa anemia, desenvolvimento inadequado de crianças, falta de vitaminas e resulta numa má qualidade de vida.
Para melhorar essa situação, O Estado deve estar presente nesses lugares com maior índice de fome/pobreza de modo a amparar as pessoas que necessitam do básico para sobreviver, conforme preconiza a Carta Magna, é direito fundamental o direito á vida digna, e a direitos sociais, que compreende o direito a educação, a moradia e a proteção aos desamparados. Nesse sentido, a solução para o problema na fome do Brasil, seria a implementação de políticas públicas voltadas especificamente aos locais em que há maior incidência da fome. Ajuda com cestas básicas, progamas de intervenções e melhorias nos pontos mais afetados.