A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 23/11/2021
Promulgada na constituição federal de 1988, o estado tem o dever de garantir uma alimentação adequada para todos os cidadãos. Entretanto, essa lei não está sendo devidamente aplicada, visando que durante a pandemia milhares de famílias tiveram que enfrentar o quadro da fome severa e insegurança alimentar moderada no Brasil. Esse panorama lamentável se dá devido à falta de empregos no período da pandemia que acaba refletindo em uma sociedade mais desigual e individualista.
Em princípio, vale salientar que a carência de empregos influenciou gradativamente na questão da fome. Sem trabalhos fixos ou com trabalhos precarizados o número de pessoas em extrema pobreza ou com a renda diminuída aumentou. Com essa diminuição expressiva no rendimento familiar financeiro o indivíduo não compra alimentos pois muitas das vezes tem que priorizar outras despesas como aluguel e energia e assim infelizmente acabam tendo que “sacrificar” sua alimentação. Tal cenário se comprova com uma pesquisa realizada pela PENSSAN (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança alimentar e nutricional) mais de 300 milhões de pessoas se encontram em extrema pobreza devido a pandemia e 90% delas vive em um cenário de fome severa.
Outrossim, a desigualdade social é um dos grandes problemas dessa conjuntura. Uma vez que, existem pessoas com muito dinheiro na mesma proporção em que existem pessoas em pobreza extrema sem receber um salário-mínimo. Fazendo assim Augusto Branco estar certo ao afirma que “nenhum homem deveria sentar-se em paz na mesa farta sabendo que em algum lugar há um irmão seu passando fome”. Nessa ótica, os indivíduos deveriam ser mais empáticos e menos individualistas, para que ninguém precise passar fome. Sendo que o Brasil produz mais alimentos do que consome, ou seja a falta de condições financeira é o que faz essas pessoas sofrerem com a fome.
Portanto, indubitavelmente medidas se fazem necessárias para intervenção do problema. Destarte ao governo federal juntamente com o ministério da cidadania a criação de empresas com as mais diversas finalidades, e com os mais diversos cargos, como administrativo, empresarial, social, entre outros. Para que assim, pessoas com rendas familiares baixas ou desempregadas possam exercer alguma atividade na empresa e terem condições de se alimentar e sustentar sua casa. Desse modo a lei promulgada pela constituição será exercida de forma eficiente e justa.