A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 24/11/2021
“Não são as crises que mudam o mundo, mas sim nossa reação a elas” Disse Zygmunt Bauman, filósofo polonês. Podemos verificar a veracidade de sua afirmação ao olhar para a pandemia do COVID-19 em 2020, que amplificou o número de pessoas que passam fome no mundo inteiro.
Dessarte, é necessário compreender o processo de desequilíbrio econômico em meio a pandemia. Entende-se que houve um aumento do desemprego desamparado devido às medidas preventivas contra a doença do COVID, além de muitas empresas pequenas fecharem. Portanto, muitos não haviam condições de sustentar suas famílias e decorreram a medidas drásticas.
Conforme anteriormente dito, o aumento radical do desemprego causou um aumento de 1,5% na fome mundial, trazendo o número de pessoas que passam fome para quase 10% da população, de acordo com um relatório da ONU. Em outras palavras, cerca de 780 milhões de pessoas passaram fome no ano de 2020. Além disso, organizações como a Fome Zero que tinham objetivo de acabar com a fome mundial até 2030, tiveram suas metas impossibilitadas em um período de apenas um ano.
Sobretudo, devemos olhar para pensamentos como os de Zygmunt Bauman e reagir de forma inteligente. Portanto, é imprescindível que haja ação do governo e da ONU em criar programas de medidas preventivas contra a fome, em casos de emergência como foi a crise que veio com a pandemia. Ademais, é essencial que haja incentivo para ONGs que lutam contra a fome, de tal forma que amenize o número de pessoas em condições precárias.