A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 24/11/2021

O filósofo Sartre, diz que o homem é livre responsável, e que por isso, cabe a ele escolher seu modo de agir. Dessa forma, com o avanço do sistema capitalista, recai sobre o mesmo a preocupação com a desigualdade causada em momentos de crise. Logo, o avanço da desnutrição e problemas de saúde, mostra ainda mais alarmante na contemporaneidade. Em muitas partes do mundo, a pandemia provocou recessões brutais e prejudicou o acesso aos alimentos. No entanto, mesmo antes da pandemia, a fome estava se espalhando; o progresso em relação à má nutrição desacelerado. Isso foi ainda maior em nações afetadas por conflitos, extremos climáticos ou outras recessões, ou lutando contra a alta desigualdade - todos identificados como os principais determinantes da insegurança alimentar, que por sua vez interagem entre si.

Os dados do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar em Contexto de Covid revelam que 55,2% da população brasileira impõe alguma ameaça ao direito aos alimentos. A situação mais severa atinge a sequência vítima da extrema pobreza, principalmente mulheres chefes de família, pretas ou pardas, com baixa escolaridade e trabalho informal.

Quando um país o qual tem em um de seus pontos fortes a agricultura e, ainda assim, pouco mais de sete milhões pessoas, consoante dados do IBGE, enfrentar o problema da fome é preciso debater sobre isso. Outro fator o qual contribui para essa insegurança alimentar é má distribuição de renda e de alimentos. No Brasil, não falta alimento. Pelo contrário, a quantidade de comida desperdiçada é de toneladas por ano.

Destarte, uma das medidas de curto prazo seria intensificar o recolhimento de alimentos, esses que iriam para o lixo por não ter uma boa aparência, em supermercados e restaurantes e oferecê-los em centros de ajuda ou em escolas mais carentes, trabalho o qual é feito por voluntários, mas, que poderia ser melhorado com auxílio do governo oferecendo transporte ou combustível aos voluntários. E uma das medidas de longo prazo é melhorar o nível e a qualidade da educação pública, só assim, no futuro as pessoas de classes econômicas mais baixas terão uma maior independência financeira e os índices da fome poderão ser reduzidos a números próximos de zero.