A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 24/11/2021

Mais da metade da população brasileira não tem acesso pleno e permanente a alimentos durante a pandemia do novo coronavírus .

É o que aponta o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da covid-19 no Brasil, desenvolvido pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede PENSSAN).

Em primeira análise, o crescimento de indivíduos em situação de miséria corrobora para a permanência desse cenário. Em uma sociedade capitalista, como explica Marx, o centro é o dinheiro. Nesse contexto, para resolver obstáculos, é necessário investimento.

Todavia, a realidade em comunidades revela a desnutrição de pessoas, doenças causadas por falta de proteínas e moradias precárias, aspectos, que em atributo a pobreza, tornam a fome cada vez mais presente.

Além disso, é fundamental apontar a ausência de posicionamento para combater a má nutrição acelerada no Brasil. O filósofo polonês Zugmunt Bauman, diz que, a nossa resposta diante das crises é que alteram a circunstância. Diante desse exposto, rever e planejar uma resposta humana, é eminente, dados e pesquisas comprovam e clamam ver o cenário erradicar, o direto social à alimentação é direito do cidadão brasileiro.

Portanto, medidas estratégicas são necessárias para reverter esse quadro. Para que isso ocorra, o CNDH ( Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana) juntamente com o Ministério da Cidadania devem promover ações comunitárias para indivíduos menos favorecidos e anúncios que viabilizam doações, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre a importância da solidariedade. Por fim, é preciso que grupos com poder aquisitivo maior olhem de forma mais empática para aqueles com poucas condições.