A questão da fome em tempos de pandemia

Enviada em 01/12/2021

Durante a pandemia de COVID-19, a situação de pobreza de uma parcela da população brasileira foi acentuada; haja vista que esse surto ocasionou uma insegurança financeira a nível mundial, e com desdobramentos evidentes no cenário de fome.

Nesse contexto, cenas de pessoas desesperadas por alimento tornou-se comum nas mídias - pessoas em Cuiabá em filas para receberem ossos com retalhos de carne em açougue, e pessoas recolhendo lixo de supermercados-, em ambos os casos, os funcionários dos estabelecimentos afirmaram que esse imbróglio foi avultado na pandemia. Outrossim, segundo dados do site G1, 19 milhões de pessoas vivem atualmente com a incerteza alimentar, ao passo que, antes da pandemia esse número era em torno de 10 milhões.

Diante disso, é indubitável que esse revés está relacionado com o desemprego, causado pelo surto supracitado, visto que o destanciamento social e a redução dos gastos impactaram demasiados setores econômicos. Ademais, é evidente que os mais vulneráveis economicamente sofreram maiores impactos, devido à desigualdade de renda já enraizada no país e a dificuldade de possuírem uma reserva financeira.

Frente a tal problemática, urge que o poder público, além de assistencialismo em curto prazo, trabalhe frente à base do problema, a concentração de renda, que ocasiona populações extremamente vulneráveis financeiramente. Estimulando, portanto, a capacitação de trabalho, a diversificação da renda, a regulamentação de trabalhos, entre outras ações facilitadoras.