A questão da fome em tempos de pandemia
Enviada em 03/01/2022
A pandemia da covid-19 tornou evidente muitos problemas enfrentados pelos brasileiros há muitas décadas, dentre eles, a fome, que assola milhares de famílias brasileiras. No contexto nacional atual, a má distrubuição de alimentos, muito para poucos e pouco para muitos, têm se tornado motivo de debate por especialistas que vêem essa desigualdade como uma vergonha nacional. As causas e consequências dessa adversidade serão apresentadas no decorrer do texto.
Em primeira análise, vale ressaltar que as pessoas que vivem em situação de rua são as mais afetadas por esse problema, contudo, com o avanço do coronavírus pelo Brasil, com a piora da economia nacional e aumento da inflação, muitas pessoas com baixa renda e autonômos que já se encontravam em situações precárias, acabaram tendo uma piora na qualidade de vida, tendo a fome como rotina. Dados do Inquérito Nacional apontam que 55% da população brasileira sofrem alguma ameaça ao direito aos alimentos.
Em segundo ponto, o auxílio emergencial distribuído a milhares de brasileiros no ano de 2020 foi uma solução rápida que o governo encontrou para sanar o problema da fome no país. Porém, para muitas familías, ainda foi dificíl sobreviver apenas com essa renda, além dos diversos casos de auxílio negado. Essa solução também não contemplou moradores de rua, que em sua maioria não possuem conta bancária e nem acesso a tecnologia. De acordo com o artigo 6º da Constituição Brasileira, é vedado ao cidadão o direito a alimentação, ou seja, cabe ao governo amparar a população que vive nessa situação.
Portanto, infere-se que por meio de políticas públicas, com distribuição de cestas básicas, auxílio alimentação e dando uma maior atenção para a população em situação de rua, o governo federal poderia ajudar grande parte da população que vive em situação precária no país, tirando o Brasil do mapa da fome e tornando-o um país mais justo e igualitário, assim melhorando a qualidade de vida como um todo.